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A
Vitamina C e as Doenças Vasculares
Introdução
Nossos
Antepassados Distantes Perderam a Faculdade de Produzir a Vitamina C
Eras
Glaciares, Escorbuto e Selecção Natural
Factores
de Risco: Lipoproteína(a), LDL, Lípidos e Colesterol Oxidado
Efeitos
do Ácido Ascórbico
A
Lipoproteína(a) é o Verdadeiro Factor de Risco das Doenças Vasculares
Precisamos
Convencer os Nosso Médicos
Os
Factos Assustadores a Respeito da Lipoproteína(a)
Os
Animais No Meio Selvagem Não Sofrem Ataques Cardíacos
O
Custo em Vidas
O
Custo em Dólares
Programa
para Reverter as Doenças Cardíacas
Um
médico chamado Matthias Rath, chegou a uma conclusão aceitável acerca da
causa, prevenção e tratamento das doenças cardíacas, que
achamos racional e consistente. O Dr. Rath realizou pesquisas na
Universidade de Hamburgo e publicou doze artigos em respeitadas revistas da
especialidade sobre o tema das doenças do coração. Mudou a sua residência
para os Estados Unidos e foi amigo e colega do único homem a ganhar dois Prémios
Nobel, o falecido Dr. Linus Pauling. O Dr. Rath fundou uma empresa chamada
Health Now com o propósito de educar as pessoas a respeito da prevenção e
tratamento das doenças cardio-vasculares. Nas suas apresentações ao público
e no seu livro Eradicating Heart Disease, o Dr. Rath explica os
factos e conclusões da sua pesquisa e fornece provas de cada ponto crítico
da sua explanação. Consultando cuidadosamente o seu trabalho e chegamos à
conclusão que o que ele tem a dizer é extremamente importante. Por isso,
temos uma grande satisfação em divulga-lo.
O
que é mais importante nas descobertas do Dr. Rath é que qualquer um pode,
pelos seus próprios meios, tomar acção efectiva tanto para prevenir como
para tratar as doenças vasculares, de uma forma segura e natural, sem se
sujeitar a mudanças complicadas na sua dieta e estilo de vida, ou ter que
usar drogas perigosas que baixam o colesterol, mas nada fazem para diminuir
a média da mortalidade. Mas, vamos ao que interessa.
Há
muito tempo que se sabe que os seres humanos não produzem o ácido arcórbico
(vitamina C). A vitamina C é essencial à vida e
não a podemos produzir, sendo conhecida como uma vitamina essencial
ao metabolismo humano. Somos um caso raro entre as espécies, pois quase
todos os mamíferos conseguem produzir ácido ascórbico abundantemente,
havendo quatro espécies que não o produzem: (1) os humanos, (2) os gorilas,
(3) os porcos-da-índia, (4) uma
espécie de morcegos conhecida por “fruit bats”.
No
entanto, todas estas espécies excepto nós, humanos, são vegetarianas por
natureza. Os humanos, provavelmente, já foram vegetarianos antes de se ter
inventado a criação de animais. Os gorilas estão constantemente em busca
de plantas comestíveis ricas em vitamina C. e os porcos-da-índia e os
morcegos “fruit bats”, fazem
o mesmo. Estes três animais sabem, por instinto, que devem ingerir grandes
quantidades de ácido ascórbico para permanecerem saudáveis.
No
organismo de um mamífero que consiga produzir a vitamina C, a molécula do
ácido ascórbico processa-se com pequenas modificações da molécula da
glicose. A glicose existe abundantemente nos humanos e nos animais. São
necessárias quatro enzimas para converter a glicose em vitamina C. Os
humanos possuem as três primeiras enzimas, tendo perdido a quarta, algures,
no processo evolutivo.
Nos
mamíferos que ainda possuem a faculdade de produzir o ácido ascórbico
este faz-se em resposta a todas as situações de stress, especialmente por
ocasião de infecções. A produção normal em situações de não-stress
tomando por base um homem com cerca de 70 kg vai de 5.000 a 10.000 mg (5 a
10 g) por dia. Em situações de stress, a quantidade pode quadruplicar.
Agora,
comparemos isto com as recomendações oficiais em caso de insuficiência -
de 60 mg dia! A produção de
ácido ascórbico em condições de stress, nos animais, deve ser algo
inimaginável, porque não notamos neles a quantidade de infecções que
notamos nos humanos. Quando foi a última vez que viu um animal com um
resfriado?
Porque
estes quatro mamíferos — humanos, gorilas, porcos-da-índia e morcegos
“fruit bats” — perderam a faculdade de produzir o ácido ascórbico?
Provavelmente, antes podiam fazê-lo. Suspeito que estes quatro animais
teriam abundantes fontes de ácido ascórbico nas suas dietas e a perda da
faculdade de produzi-lo não os colocou no processo de exclusão por parte
da natureza. Desde então,
somente o ser humano modificou as suas preferências dietéticas. Os humanos
são os únicos a conjugar ambos os casos – comem carne e não produzem o
ácido ascórbico. Não existem outros carnívoros que não consigam
produzir o ácido ascórbico.
Esta
explicação encaixa lindamente nas pesquisas sobre genética que sugerem
que todos tivemos uma mãe e um pai comuns, que viveram há algo como
100.000 a 200.000 anos, tendo os outros ramos da família humana perecido
pelo caminho. Isto explicaria o porquê que todos e não somente alguns dos
humanos têm deficiência desta quarta enzima. Pensa--se que estes seres
ascestrais tenham vivido nas regiões tropicais da África onde os alimentos
contendo grandes quantidades de ácido ascórbico eram abundantes.
Porém,
os nossos antepassados comuns não ficaram em África. Eles migraram por
todo o planeta. Então, vieram as eras glaciares, uma atrás da outra, cada
uma durando cerca de 10.000 anos. Sabemos, por evidências arqueológicas,
que os seres humanos viveram estas eras em climas do norte. Eles de alguma
forma conseguiram contornar o problema da vitamina C, porque, sabe-se, o ácido
ascórbico é produzido por alimentos vegetais e não seria fácil encontrar
plantas ou vegetais comestíveis durante as eras glaciares. Seria difícil
imaginar um quintal com vegetais debaixo de tão espessa camada de gêlo!
Estes antepassados sofriam de deficiência ascórbica, uma doença
chamada escorbuto, um facto constatado nos exames efectuados aos achados
arqueológicos.
O
escorbuto manifesta-se pela quebra do tecido colágeno do corpo e por
frequentes infecções. O colágeno é a proteína com a qual são feitos os
tecidos conectivos fortes através do corpo. É bem conhecida a história
dos marinheiros que contraiam escorbuto nas viagens longas; até
que alguém descobrisse que o uso de uma pequena fruta cítrica evitava a
doença, esses marinheiros morriam por sangramento. Os seus vasos sanguíneos
simplesmente rachavam e permaneciam abertos sangrando até à morte.
O
mesmo problema aconteceu a muitos dos nossos antepassados que viveram
durante as eras glaciares. Muitos
deles sangraram até à morte porque tinham pouco ou nenhum ácido ascórbico,
e sem o ácido ascórbico, não há produção de colágeno ou reciclagem
dos vasos através do corpo. A parede de um vaso sanguíneo é feita de colágeno.
Portanto, quando alguém tem deficiência de ácido ascórbico, é só uma
questão de tempo até a parede de colágeno ceder e se não for reparada,
rebenta, - e estando aberta, sangra até à morte.
Os
Factores de Risco: Lipoproteina(a), LDL, Lípidos, Colesterol
Oxidado
Contudo,
nem todos os nossos antepassados das eras glaciares morreram por sangramento.
Muitos morreram, mas outros, tiveram a faculdade de reparar as paredes dos
vasos sanguíneos danificados sem a assistência do ácido ascórbico. Esta
gente, como grupo, viveu o suficiente para ter filhos, e nós, - actuais
humanos - somos os descendentes
desses filhos. Por consequência, nós herdamos a faculdade de reparar as
paredes dos nossos vasos sanguíneos com relativamente pouco ácido ascórbico.
Quando
se desenvolve uma fenda na parede dum vaso sanguíneo devido a deficiência
de ácido ascórbico, certas matérias graxas do sangue têm a tendência
para tapar a fenda formando uma espécie de tampão. Estes tampões de
gordura são conhecidos por colesterol, lípidos, LDL, e um muito especial
que é a lipoproteina(a), um tipo diferente de LDL.
O
LDL é um composto de vários milhares de moléculas graxas e colesterol
sendo o próprio saco que as envolve feito de proteína. Nesse meio, e a
despeito da sua reputação, o LDL normal não é o problema. Todavia, há
um tipo especial de LDL, chamado lipoproteina(a) que possui uma protecção
extra de proteína por fora do revestimento normal. Por isso, a
Lipoproteina(a) é um saco duplo de gordura. Este revestimento exterior é
conhecido por apoproteína (a), ou, APO(a). O "a" bem poderia
significar adesivo, porque de facto é uma substância muito adesiva.
Quando se desenvolve uma fenda na parede de um vaso sanguíneo, estes sacos
duplos, aderentes e gordurosos, encontram
o seu caminho através da fenda. Uma vez lá alojados, a parte exterior do
saco aderente APO(a) inicía o processo de vedação da fenda. Este
mecanismo evita a morte por escorbuto e resolve o problema do vaso sanguíneo.
Uma
vez vedada a fenda, o saco exterior de APO(a) adere a quaisquer outras partículas
ou sacos de colesterol (isto é: LDL)
que lhe passem ao alcance e também as aglutina. Este processo parece
desenvolver-se da seguinte forma:
O
tumor, isto é, a proliferação de células musculares macias, não é
canceroso. No entanto, pode causar a morte empurrando esta massa de placa
para o lúmen (passagem) do vaso sanguíneo no qual este processo se
desenrola. Isto estrangula a passagem pela qual circula o sangue e pode,
eventualmente, causar enfartes, tromboses e outros problemas, dependendo do
lugar do corpo onde isto acontece.
Acredita-se
que a lipoproteína(a) é o real factor de risco das doenças cardio-vasculares
e que o ácido ascórbico e a niacina são os melhores combatentes contra os
altos níveis de lipoproteína (a). O
colesterol, mesmo o LDL colesterol, serve somente como um factor de risco
estatístico, porque está relacionado com os níveis do problema real, ou
seja, o tipo especial de LDL colesterol - chamado lipoproteína(a).
O
melhor teste para aferir os riscos de doença cardíaca,
é medir este tipo de LDL –
lipoproteína (a). Um teste de lipoproteína(a) é dez vezes mais eficaz
para detectar as doenças vasculares.
A
propósito, esta informação é recente, publicada agora mesmo nos jornais
da especialidade. Levará muitos anos até que a maior parte dos médicos
tenha conhecimento dela e levará muitos mais anos até que seja
genericamente aceite, e ainda mais alguns anos até que este teste seja
pedido regularmente para avaliação das doenças vasculares. A medicina é
dominada por uma inércia conservadora na qual as novidades
consideradas medicamente aceites ( 95% delas) caminham vagarosamente
até serem incorporadas como avanços da ciência.
Se
quizermos fazer este teste agora, teremos, provavelmente, que convencer e
insistir com os nossos médicos. Além disso, podemos ficar certos que a indústria
anticolesterol não vai ceder facilmente e adoptar a lipoproteína (a) como
o novo padrão, isto a despeito das evidências da ciência na matéria. Se
eles o fizessem, perderiam muito dinheiro!
Os
níveis de lipoproteína (a) presentemente aceites são os seguintes:
|
0 |
- |
20
mg./dl |
Baixo
risco |
|
20 |
- |
40
mg./dl. |
Risco
moderado |
|
>40
mg./dl. |
Alto
risco |
||
Os
Animais No Meio Selvagem Não Contraem Ataques Cardíacos
O
processo de arteriosclerose é limitado aos humanos. Os animais no meio
selvagem não têm arteriosclerose, portanto, não sofrem ataques cardíacos
ou tromboses. Para induzir um animal a contrair arteriosclerose, teriamos
que o encerrar em cativeiro e alimentá-lo com o mesmo tipo de dieta usada
pelos humanos e que causa o problema. O porco-da-índia e o nosso pequeno
morcego são ambos óptimos modelos se estivermos a pensar fazer essa experiência.
Os gorilas seriam também bons modelos, mas quem é que teria 50 gorilas
disponíveis num laboratório?
Os
animais no estado selvagem não sofrem ataques cardíacos porque produzem o
seu próprio ácido ascórbico e, portanto, o processo de arteriosclerose não
se inicia. Nós, humanos, podiamos aceitar a sugestão e entupir-nos de
vitamina C e algumas outras pelo resto das nossas vidas e, desse modo,
certamente, erradicaríamos as doenças cardíacas. Isto já está a
acontecer nos Estados Unidos onde o consumo de ácido ascórbico subiu às
nuvens nos últimos 25 anos e as doenças cardio-vasculares decresceram um
terço. A guerra contra o fumo talvez tenha algo a vêr com isto, também,
mas não tem acontecido o mesmo em países onde o fumo diminuiu mas não
houve, em compensação, um acréscimo no consumo de ácido ascórbico.
Neste caso, não houve mudança equivalente nos índices de doenças coronárias.
Apesar
disso, há ainda um longo caminho a percorrer. Nos Estados Unidos uma em
cada duas pessoas morrerão de complicações cardíacas. Muitas mais morrerão
de tromboses, outra de complicações vasculares. Todos os anos, cerca de um
milhão e meio de americanos morre de ataque cardíaco, um quinto deles, de
repente, sem terem a oportunidade de chegar ao hospital ou terem cuidados médicos.
A morte é o primeiro sintoma para quarenta por cento daqueles que contraem
as doenças cardio-vasculares. Mais de sete milhões de americanos estão
neste momento a viver com problemas cardíacos, e dois milhões e meio têm
doenças cerebro-vasculares. Oito milhões de americanos têm arritemia, -
batimento cardíaco irregular devido a doenças vasculares.
Cem
mil milhões de dólares são gastos todos os anos em doenças coronárias,
ou seja, duzentos mil dólares a cada minuto do dia! A cirurgia de bypass
coronário (um procedimento extremamente inapropriado para a maior parte dos
pacientes - se considerarmos as alternativas) suga dos bolsos dos americanos
10 mil milhões de dólares todos os anos.
Os
únicos a ganhar com esta situação são as empresas farmacêuticas, a indústria
hospitalar, cirurgiões vasculares e cardiologistas. Seríamos ingénuos se
pensassemos que estes cidadãos nos iriam revelar tudo isto que acabamos de
dizer a respeito do ácido ascórbico e das doenças coronárias. Alguém
seria capaz de reduzir os seus rendimentos, sem mais nem menos? Não, não
seria. Mesmo no caso de um indivíduo estar suficientemente a par da
literatura científica para saber estas coisas, desenvolveria dúvidas e
raciocínios a respeito da pesquisa que demonstra a relação entre a doença
e qualquer coisa que o público poderia controlar por si próprio.
Acreditaria nas suas próprias dúvidas e raciocínios, mas na vida privada,
trataria de tomar ácido ascórbico todos os dias, como precaução. J
Se
sofre de doença vascular e quer ver-se livre dela, há um plano para si:
(As
dosagens a seguir mencionadas podem e devem ser ajustadas pelo seu médico,
baseado na sua experiência e opinião médica.)
Fontes:
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